Querem tirar o porteiro? A segurança e a convivência estão em risco!

Projeto de lei no DF proíbe portaria remota em prédios maiores e reacende um alerta: o que será dos condomínios sem o olhar atento e humano do porteiro?

A recente aprovação de um projeto de lei no Distrito Federal, que proíbe o uso de portaria remota em condomínios com mais de 45 apartamentos, trouxe à tona uma discussão urgente: a tentativa de substituir o porteiro, figura fundamental na vida condominial, por sistemas automáticos. Em São Paulo, uma proposta ainda mais rígida está em andamento, impondo limite de até 30 unidades para uso de tecnologia sem presença física.

A iniciativa levanta um questionamento direto: será que máquinas podem substituir a sensibilidade, o cuidado e a experiência de um porteiro?

Muito além de liberar o acesso, o porteiro acolhe moradores, identifica atitudes suspeitas, atua com rapidez em situações de emergência e cria vínculos humanos que promovem segurança de verdade. Em tempos de violência crescente, sua presença não é luxo — é necessidade.

“Com maior número de unidades, é mais difícil o controle com tecnologia sozinha. A presença do porteiro dá respaldo, confiança e faz parte da cultura de convivência saudável”, afirma Roberto Moura, síndico de um condomínio com mais de 300 apartamentos.

Mesmo com o avanço da tecnologia, nada substitui o bom dia do porteiro, o olhar atento a quem entra e sai, a empatia com os moradores e a firmeza diante do risco.

Uma moradora resumiu o sentimento de muitos: “Fica uma coisa mais humanizada. Eu acho que faz toda a diferença. Só o virtual ainda não
tá bom.”

Portaria remota pode até apertar botões, mas porteiro salva vidas, protege famílias e constrói comunidades. Retirá-lo dos condomínios é fechar os olhos para o que realmente importa: gente cuidando de gente.

Querem tirar o porteiro? A segurança e a convivência estão em risco!


Fonte:
SBT News